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A hora do turismo nacional

Executivos do trade prevêem bons resultados para o segmento


Livia Maria Lucas

Os destinos domésticos vão ocupar a agenda de 85% dos brasileiros que pretendem fazer alguma viagem nos próximos seis meses. A pesquisa é da FGV - Fundação Getúlio Vargas e foi realizada em sete regiões metropolitanas. Esses dados confirmam que o setor no turismo no Brasil pouco foi atingido pela crise econômica mundial.

Exemplo disso é que houve um crescimento de 15% nos pacotes vendidos pela CVC, em comparação com o mesmo período de 2008. A estratégia da companhia para atingir o resultado foi diminuir em 10% o valor dos preços médios dos pacotes deste ano.

Análises feitas pelos diretores da Trend Operadora, Daniel Santos e Roberto Araújo, confirmam essa tendência: o turismo nacional obteve crescimento no primeiro trimestre de 2009. Em comparação com o mesmo período do ano passado, dentro do Indicator Trend, as reservas tiveram aumento de 10,57%. O estudo relevou que, apenas em São Paulo, as diárias apontaram aumento de 11, 51%.

Gerente de marketing e vendas do Rio Quente Resorts, Manoel Carlos Cardoso garantiu que a crise não interferiu nos investimentos. Segundo ele, o grupo pretende investir R$ 173 milhões até 2013. Projeções apontam para um aumento de 1,5 para 2,2 milhões no número de visitantes.
No interior do estado de São Paulo, o Thermas de Olímpia Resort ganhou o investimento de mais de 500 unidades habitacionais. Além disso, o local passará a contar com uma sala de eventos com capacidade para 2,5 mil pessoas.

Investimentos estrangeiros

Grupos internacionais também estão de olho no mercado brasileiro de turismo. A Sol Meliá Hotels & Resorts, por exemplo, vai inaugurar, já neste ano, um complexo de 200 mil m2, com 850 apartamentos. A empresa tem planos de investimentos também para o Nordeste, com complexos em Guarajuba (BA) e em Natal (RN).

Um outro fator que tende a estimular o turismo no Brasil é a ampliação dos financiamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal. No final de abril, a Caixa selou parceria com a ABAV - Associação Brasileira de Agência de Viagens para financiar pacotes turísticos. A concessão pode chegar a até R$ 10 mil, para serem pagas em até 24 meses. O foco do projeto está no turismo doméstico e é destinado a famílias com renda de até dez salários mínimos.

A Caixa não informou as taxas de juros. "As taxas dependem da relação da Caixa com cada parceiro, mas serão as menores do mercado", explicou o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza. A parcela mínima é de 50 reais e pode ser paga por meio de débito em conta corrente ou de boleto bancário.

Há poucas semanas, a presidente do banco, Maria Fernanda Coelho, declarou que “não há restrição” para o financiamento de pacotes de turismo internacional em "um segundo momento".
A CNTur – Confederação Nacional do Turismo, espera que as projeções se confirmem. Para Nelson de Abreu Pinto, presidente da entidade, “essa é uma boa mostra de que estamos prontos para reagir a qualquer problema que venha a ameaçar nosso segmento”.

 
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